Porque vale a pena ir à descoberta do Portugal Ancestral?

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De que forma contribuímos para a riqueza e diversidade do mundo? Que energia e sentimentos libertamos e transmitimos?

 

Partilhar o contexto de um determinado País condiciona a forma como vivemos e vemos o Mundo. Herdamos um passado, visível e invisível, histórias, crenças, costumes, esperanças e expectativas, e moldamos um futuro a partir de um entendimento coletivo que temos em comum. Temos impacto enquanto comunidade na existência do Todo. Todas as comunidades o têm, ao partilharem e se identificarem com elementos e ideias comuns.

Não obstante as vicissitudes da vida, sabemos que, de uma forma geral, as pessoas se sentem bem em Portugal. Quem vem, quer voltar. Talvez seja este sentimento de estabilidade, esta paz e serenidade que se sente, que vem daquilo que perdura no tempo, e que nos dá a “saudade”, um sentimento de conforto e de acolhimento que nos transmite a sensação de lar, de voltar a casa, ao que nos é familiar… Gostamos desta liberdade que ainda existe, de se ser, de sentir, de existir. Somos um povo pacato, um povo de “brandos costumes”. Somos acolhedores, sorridentes, tranquilos, temos sentido de humor e sabemos aceitar “o fado” da vida com entrega, somos ricos em história, em liberdade e em natureza. A história dá-nos sentido, a liberdade dá-nos fôlego e a natureza dá-nos sustento incondicional. Temos uma ligação profunda com a natureza e os animais, com o mar, a terra, a montanha, o campo e a floresta. Temos sol, chuva, frio, calor e paisagens maravilhosas, da praia à montanha. Um país com um pouco de tudo.

E um território antigo, muito antigo, onde algumas das passagens não foram registadas.

Desde marcas de dinossauros, pinturas rupestres, a vestígios do Neolítico e de tantos outros povos que entretanto passaram por aqui: Celtas, Romanos, Germanos, Visigodos, Árabes…e ainda fomos a África e à India, misturando também estas nossas heranças. Tanto.

Há uma herança ancestral enraizada no território do qual fazemos parte com milhares de anos de história. Somos muito antigos, e mesmo podendo não estar muito visível, a herança está cá marcando o ADN da nossa alma coletiva, da nossa energia enquanto Povo. Não somos apenas o que somos hoje, mas a soma de tudo o que fomos até hoje.

Para além de todo o folclore e tradições espalhados pelo nosso território, existem elementos que nos chegam de um passado ancestral muito antigo, outros de um passado histórico mais recente e outros ainda mais contemporâneos que nos mostram como esta herança permanece, e que existe inclusive, vontade de a perpetuar para quem a quiser encontrar.

Procurar descobrir melhor de onde vimos é um caminho em busca de reconexão e sabedoria, religando os elos entre o moderno e o antigo, que ajudam a um melhor entendimento do nosso presente, enriquecendo-o e dando-lhe mais sentido. Afinal quão antigos somos? Quem passou por aqui e o que deixou? Ainda cá está? O que sabemos e até onde sabemos? Em que acreditavam e o que isso significa para nós? Vale a pena resgatar ou lembrar? E sobretudo, o que é que isso nos faz sentir? Porque importa tudo isto, afinal?

Porque nas pontes que traçamos entre o moderno e o ancestral encontramos, por vezes, novas formas de olhar a vida, que nos podem trazer uma perspetiva com mais beleza, encanto e significado. E por isso, vale a pena ir em busca de ver se a alma tem sede desta lembrança…

Por vezes esta caminhada falará à alma, numa linguagem que só ela entende, por vezes falará à mente, pois a vida fala muitas linguagens e manifesta-se de formas diferentes, e é neste entrelaçamento do qual o ser humano participa, que encontramos propósito e significado.

É uma caminhada consciente em direcção a nós próprios, às nossas origens, vivências, abundância, conhecimento e sabedoria. Uma caminhada em direcção a uma compreensão mais profunda do que trazemos e levamos em nós, e do que nos trazem e levam os outros, e quanto partilhamos em comum com o mundo, e lhe damos de único também.

E por isso, vale a pena ir em busca de ver se a alma tem sede desta lembrança…

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